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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Tempo que passo sem ti

O tempo conseguiu transformar aqueles últimos segundos em minutos, em horas, em dias, em meses.
Não conseguiu transformar a saudade desde o primeiro segundo após a tua partida.
Podia ter apagado todas as memórias, toda a ânsia de te ver, o vazio que ficou.
Sinto os segundos a passar lentamente pelo meu corpo na esperança que seja o último, que leve com ele todo o sentimento, toda a esperança, toda a angústia.
Será que és merecedora de todo este amor?
Penso que sim, embora ache que não.
Um dia vai ser o dia, tudo vai acabar mas até lá irei continuar a acreditar até ao último segundo, aquele que nos separou.
Sinceramente, não quero, não quero continuar com este amor contínuo.
Acordo com a saudade dos teus lábios nos meus, o calor da tua mão na minha face e de uma forma rápida olho para o telefone na esperança que exista um sinal teu.
Mas não estás! Partiste para bem longe do meu coração.
Será que passas pelo mesmo transtorno? Eu espero que não, pois é demasiado doloroso.
Foste tu, tu que fizeste este ser.

Agradeço-te por fazeres de mim melhor com a tua partida.
É a ti a quem devo tudo, ou nada, mesmo na ausência. Já te uso como desculpa para disfarçar o meu medo ao amor.
Apesar do tempo, ainda espero por ti porque ainda, ainda resta algo de ti dentro de mim.
Odeio o tempo.

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Foto de: Sara S.

Limites do amor

Ao longe vejo o mar por entre as lágrimas que escorrem o meu rosto.

"É o fim?"

"Sim, é!"

Sinto o coração na boca, questiono-me o porquê de ter chegado a este final, eu que tanto te amo.

Há um silêncio entre nós interrompido pela música que passa no rádio. As nossas mãos tocam-se, trocamos olhares e entrelaçamo-nos em lágrimas.

Mentimo-nos a dizer que é o melhor. Para onde foi todo o amor?

O coração implora, "Não, não vás.". A consciência grita desesperadamente por sossego.

 Não há mais condições para continuar.

Sinto-me perdido, dominado pela adrenalina, não sei o que pensar, o que dizer. Não consigo imaginar não ver o teu rosto, sentir o teu cheiro, o teu toque, o desapego.

Não conseguimos pronunciar uma única palavra, estámos demasiado frustrados por tudo isto.

Projectam-se todas as histórias no vidro e revive-mos, esboçando pequenos sorrisos.

As horas continuam a passar, já faz noite e as lágrimas continuam a cair sem que se possa controlar.

"Eras tu!"

"Como foi possível chegar ao fim?"

"Era suposto sermos felizes eternamente."

Abraçamo-nos de uma forma mais frequente e intensa. Não te consigo largar, sinto o teu coração a bater, bate muito rápido, os teus lábios beijam o meu pescoço, sinto a humidade das tuas lágrimas na minha face, sinto-me muito culpado, não sei se tu também.

"Tenho que ir."

Agarras o puxador do carro de uma forma lenta tentando não olhar para trás, a tua mão lentamente sai da minha. Voltas-me a olhar nos olhos e sais.

O fim chegou com um som abafado de um bater da porta do carro, não sei o que pensar, como reagir, o que falar. Vejo-te a partir, levas contigo a minha essência, as nossas histórias, os sonhos a dois.

Não queria este final.

Desligo o rádio e debruço-me sobre o volante, só ouço o mar.

Questiono-me se estás a ter a mesma angústia que eu, só te queria te ter perto de mim, que tudo fosse diferente. O sonho acabou, penso vezes sem conta.

Foi um erro a dois mas só quero que sejas feliz mesmo longe de mim, que encontres alguém que te saiba amar, porque eu não soube.

Até um dia.

Espero que seja breve, porque ainda agora partiste e já estou desfeito.

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Metade de mim

Despeço-me vezes sem conta até que ganho uma coragem angustiante e viro-te as costas.

Ligo o meu carro, fico estático com as mãos entre as pernas e encolhido em mim.

Suspiro.

Sinto o teu cheiro na minha roupa, fico com um sorriso estampado na cara. Sei que tenho uma viagem pela frente, a distância física irá ficar enorme novamente, já estou ansioso por estar contigo e ainda não fiz um metro destes longos Kilómetros que nos separam.

Estou com um amor gigantesco dentro de mim, revitalizei novamente.

És a culpada!

Penso na sorte que tenho por te ter, mesmo que ausente.

Quem dançaria agarrada a mim num jardim público como se não houvesse ninguém para além de nós? Quem cantaria para mim com um sorriso nos lábios e gargalhadas no final? Quem iria dizer que me ama num tom que me faz arrepiar?

Só tu sabes fazer isso de uma forma inocente, delicada e pura.

Tenho que ir embora, já é tarde.

Suspiro novamente e ainda mais profundo.

Deixo contigo parte de mim, mas levo o meu coração a fervilhar.

Amo-te muito Mimi.

Até amanhã meu anjo.

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Náufrago do destino

Fiquei à deriva num mar turbulento, numa noite tempestuosa. Remo, remo até não ter forças, sempre na esperança que estarás naquele cais aguardando impacientemente a minha chegada. Vejo a tua luz entre estas ondas gigantescas que parecem não ter fim. O vento começa a soprar de forma favorável mas faz frio, tremo. Aqueço o meu coração com memórias de um amor inocente. As minhas mãos sangram e começam a doer, estou numa luta a tentar me guiar por uma corrente favorável, sei que existe, só ainda não a consegui encontrar.

Não tenho medo!

Sei que estás lá para me atracar no teu coração e aquecer com um beijo eterno. Não desesperes, já vejo raios de sol. Não falta muito para esta tempestade terminar. Assim que chegar não me digas nada. Aquece-me só com o calor do teu abraço. Não desistas porque eu não desisti.

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Foto de: Sara S.

O outro lado da sombra

Quem foste tu? A que me fez acreditar que o amor existia, que me fez sonhar sem medo que o despertador tocasse? Que me arrepiou com toques, sorrisos tão brilhantes que me ofuscava o olhar. Quem foste tu que me protegeu só com um abraço? Que me fez voar na minha fantasia por entre beijos e ternura. Quem foste tu que beijou os meus lábios, os mordeu, que usou cada centímetro do meu corpo? Que se deitou no peito respirando profunda e calorosamente sobre ele. Quem foste tu que me olhou com um olhar fiel e entrelaçou os braços nos meu corpo esperando um amanhecer? Quem foste tu que passou a mão no meu cabelo admirando-me até conseguir adormecer? Que me fez acreditar que o amanhã iria ser ainda mais prometedor. Quem foste tu que me fez ficar ansioso com a chegada e com desespero da partida? Que me deu a mão e fez-me perder medo do escuro. Quem foste tu que me acordou com um “bom dia” e me aconchegou num “boa noite”? Que me deu a oportunidade de acreditar e sonhar. Quem foste tu que conseguiu que os meus sentimentos transcendessem todo o meu ser? Que me sussurrou no ouvido que me amava. Diz-me só, quem foste tu? Não te consigo de ver ao meu lado, onde estás tu?

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Foto de: Sara S.

Até a um amanhã

Vai existir um dia, um lugar, uma hora, um segundo em que os nossos olhares se vão cruzar. Vamos recuar no tempo em milésimos de segundo, vamos voltar a reviver por tudo o que passamos. Será um misto de desilusão e amor em simultâneo.

Nesse dia, nesse lugar, nessa hora, nesse segundo vamos sentir que poderia ter sido tudo diferente, vamos reviver a derrota, vamos sentir que podíamos ter dado mais de nós poderíamos ter aceite o amor sem medos, vamos conseguir assumir perante o olhar que houve amor entre nós.

Não irão ser olhares indiferentes, vão ser culpados, medrosos, cúmplices.

Sem querer o destino uniu-nos com uma história para a nossa vida.

Nesse dia os nossos olhares irão ser como um pedido de desculpa, sabemos que deixámos parte de nós no coração um do outro.

Já houve um dia, um lugar, uma hora, segundo em que fomos muito felizes juntos e disso nunca nos esqueceremos e só nesse dia, nesse lugar, nessa hora, nesse segundo nos vamos conseguir perdoar.

Até lá disfarçámos a mágoa de um amor perdido e seguimos para um amanhã.

 

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Foto de: Sara S.

Uma nova canção

Sonhámos muito, traçamos objetivos demasiado elevados para a atualidade em que vivemos. Quando nos apercebemos que não os vamos conseguir cumprir caímos numa dura realidade com a sensação de fracasso, ficamos com o ego ferido.

Somos obsessivos com a construção de uma família, com a carreira profissional, uma vida folgada e estável, queremos seguir o que nos foi transmitido ao longo do nosso crescimento. Sonhamos ser como os nossos heróis em criança, criamos o nosso modelo de família e tentamos seguir um caminho semelhante para obter a perfeição que existia aos nossos olhos.

Quando chega o momento perdemos a noção da realidade, sentimos que não sabemos amar, não somos pacientes, não conseguimos tratar de problemas sozinhos, não somos dignos e que talvez fossemos demasiado protegidos por não sabermos aceitar a vida tal como ela é.

Não nos conseguimos entregar na totalidade, passamos mais tempo a ver os defeitos de quem está ao nosso lado do que a viver o amor sem medos. Colocámos aprova de uma forma sistemática com receio que seja a pessoa errada para nos acompanhar para o resto da vida.

Quebramos diálogos, não tolerámos atitudes, maneiras de ser e colocámos tudo em causa de um momento para o outro, pensamos de uma forma automática e fácil: Abandonar.

Existe mais para além de defeitos, exigimos em demasia e acabamos por perder alguém que amávamos mas que na realidade não soubemos assumir.

Não soubemos viver os momentos, não soubemos ser amados e amar, só na perda é que conseguimos fazer a introspeção.

O sentimento de fracasso é tremendo, o vazio é medonho, sentimentos de culpa e a solidão passam a ocupar os nossos dias.

Se tivermos que chorar, vamos chorar.
Nem tudo foi em vão para o novo recomeço.

Vamos sair da enorme bolha do orgulho e se fôr para voltar atrás e assumir que estávamos errados, vamos voltar..

Nunca é tarde!

Aceitemos os fins e vamos amadurecer com uma história que podia ter um final feliz para quando aceitarmos ser amados novamente entrarmos sem medos, sem planos e acreditar que vamos ser felizes.

Até lá, vamo-nos redesenhando.

Nada acontece por acaso e um mau fim poderá ditar um bom recomeço.

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Foto de: Sara S.

Há amor em mim

Sonhos perdidos, promessas falhadas, amor doentio.

Só te quis amar e não soube, só quis te abraçar e não consegui, palavras que iriam fazer toda a diferença e não foram ditas. Queria que fosses minha eternamente, não acreditei que o amor também me podia bater à porta. Só acontece aos outros, pensava eu.

Foi tudo tão intenso, tão puro, tão doido que acabei por não saber como reagir.

O amor é mesmo isso, é a adrenalina, a inconstância, a ternura, a preocupação o afeto. Não soube ser amado, tu quiseste-me amar e eu não aceitei, não aceitei que poderia ser a minha, a nossa vez, de ser feliz, talvez pensasses da mesma forma. Tivemos tão próximos de tudo e conseguimos deitar tudo a perder.

Hoje, sozinho, olho para todos os momentos em que passamos, para todos os momentos de cumplicidade, para todos os olhares, para todas as palavras ditas no teu silêncio. Sim, fui, fomos uns desacreditados.

Só na ausência conseguimos perceber o quanto estivemos próximos da felicidade, tínhamos o essencial, tínhamos o mais importante.

Amor.

Não sabíamos que existia dentro de nós.

Sozinho a ver o mar estupidamente agradeço por te perder, só assim vi onde falhei, onde falhamos, onde não vou querer falhar e não vou deixar que me falhem. Ao te perder vi onde tinha que mudar e resumiu-se a única palavra: Acreditar.

Também pode chegar a nossa vez, não acontece só aos outros, só temos que deixar fluir e abrir o coração, deixar que almas se unifiquem, deixar-nos ao sabor do destino, sem receios, sem medo de ser julgado, sem opiniões alheias. Não há um dia que não pense em ti, não por uma experiência má, um ensinamento.

Só quis dançar chuva contigo, ouvir o rebentar das ondas nos teus braços, seres o meu primeiro sorriso logo pela manhã, o meu abraço no final do dia, a tua mão calorosa na minha, sentir que iria ficar tudo bem, sentir que estavas protegida e eu respirar felicidade por estares ao meu lado. Irei sentir saudades tuas a vida toda, irei te ficar eternamente grato por todas as nossas boas e más vivências. 

Foste tu, foste tu que me tornaste um homem, fizeste-me acreditar que há amor em mim, foi contigo que falhei e não vou falhar mais.

Onde fores feliz eu também serei.

Fiquemos agora com o nosso destino!

Amei-te, continuo a amar-te, nunca te deixarei de amar, não tenho  porque de pensar de outra forma, tens o teu cantinho.

Obrigado por me construires e teres feito de mim um homem com a tua partida, contigo aprendi:

O amor existe, só não conseguimos acreditar!

Um dia chegará a nossa vez.

 

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Nuvens no chão

Não estou desacreditada, não estou vinculada a passados, não vivo na ridícula obsessão do amor.

Irei ser só o teu reflexo, vais ver só o que projetares em mim, sonhos, ânsia, fantasia.

Nunca me conseguirás conhecer enquanto não parares e me vires realmente como sou, como me comporto, sem pensares mais além do que uma amizade.

Vou-te arruinar o encontro se te sentir a mendigar amor, não te vou dar essa esmola, não posso contribuir para causas humilhantes.

Sou mais do que o que vês, sou alguém que quer começar por baixo e com passos precisos e determinados, gosto de sentir o chão, já caí algumas vezes e o sabor da terra é desagradável, aprendi a dar passadas curtas.

Estou cansada de ilusões e desilusões, sentimentos descartáveis, criancices, extremos.

Quero que me olhes nos olhos, quero que sintas amizade, a essência, a presença e a harmonia. Conversa com o cérebro vazio e pensamentos aleatórios, acabam por provocar sorrisos dóceis e espontâneos, quero que te sintas tranquilo, estável e confiante, quero que passes essa energia para mim.

Sê curioso e tenta espreitar para lá do muro que ergui, corres o risco de encontrar um jardim bem cuidado, cheiroso e tranquilo. Não o saltes, podes estragar tudo o que cuidei, foi muito penoso e doloroso para o deixar assim, mas valeu a pena.

Abro-te a porta se me ajudares a cuidar dele.

Quero ser amiga, quero cumplicidade, quero toques, quero abraços, carinho mas não os irei provocar.

Nunca te vou dizer o que queres ouvir, irei tentar ser inconveniente só para te colocar confuso, irei testar a tua paciência para ver se realmente a minha companhia faz a diferença.

Deixa os meus passados e traumas no seu conforto, deixa-me descontrair e soltar-me, deixa-me partilhar aquilo que consegui e dar-me a conhecer, talvez seja mais surpreendente do que o teu reflexo.

Não me faças perguntas muito pessoais, vais perceber com facilidade o porquê de estar sozinha, também tenho o meu lado negro, não procures o que não queres ver. Sou toda um misto de emoções, sou amor arisco.

Não indomável, só precisa de alguém com paciência e que me faça sentir segura.

Para já um café e a companhia agradável é o suficiente para os dois.

Não mendiguemos nada, já somos crescidos.

 

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Foto de: Sara S.